É curioso o desplante e desfaçatez com que a classe politica trata os assuntos de estado. Demonstrando um total desrespeito pelos eleitores que os elegeram para servirem o país

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Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006

Paralelismo.

A tragédia de Entre-os-rios é exemplar na desresponsabilização da incompetência e neste caso criminosa do estado.

Quando ao fim destes anos em que 59 pessoas perderam a vida enlutando uma comunidade inteira, por utilizarem uma via publica da responsabilidade do estado. E ainda não foram encontrados os responsáveis pelo homicídio. Quando ainda não se sabe quem é responsável pela não realização das obras necessárias que teriam evitado a destruição da ponte.

 

Não gosto de falar neste caso celebremente trágico e horrível, quer pelo choque da tragédia como por outras razões. Mas porém, depois dos resultados, a garantia de que nunca mais tal voltará acontecer. Não parece ponto assente.

 

Mais uma vez e aparentemente a culpa é duma actividade politica negligente e pouco preocupada com a segurança e bem-estar da comunidade. À qual, ele não faça parte directamente.

Naquele dia 5 de Março de 2001 em que o politico J. Coelho se demitia afirmando que o fazia «para que a culpa não morra solteira». Fiquei desde logo com a ideia que a culpa não era casada com nenhum qualquer engenheiro da então recentemente extinta JAE. Que a culta se não casada pelo menos tinha uma relação marital com alguém do topo e que dormia nalguma cama politica.

 

Talvez avançando no tempo e olhando para a luz que se não vê ao fundo túnel, encontremos na atitude de encerramento para obras a responsabilidade politica que então não foi encontrada em vésperas da tragédia.


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